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sexta-feira, outubro 22, 2010

Até no momento da morte...

É curioso que o ser humano não se preocupe com o momento presente (o único que pode experenciar), estando sempre «agarrado» ao passado e ao futuro...
 Até na hora da morte: quando estamos prestes a morrer não nos preocupamos com o que somos ou não somos mas sim, com o que fomos e podiamos ter sido e, com o que seremos ou deixaremos de ser...

quinta-feira, outubro 07, 2010

«Mas o melhor do mundo são as crianças,\flores, música, o luar, e o sol, que peca.»

O melhor do mundo? Vivemos num mundo tão imundo, de tal forma cruel e atróz, que se me afigura difícil responder à questão... Não obstante, também existem coisas boas, caso contrário a vida seria algo insuportável (e não o é já?).

Visto que, não viverei tempo suficiente para experenciar tudo o que o mundo tem para me oferecer, nunca saberei o que é o melhor do mundo, mas posso destacar o melhor do meu mundo, o melhor que já experenciei até agora.

Não há nada que me faça mais feliz do que o teu sorriso na minha direcção, o silêncio, a ausência de gritos, a ausência de falsidade, a ausência de exigências às quais não posso corresponder... mas melhor que isso, é a presença das pessoas que significam muito para mim, as poucas com quem me identifico; a presença de palavras cheias de significado e de sentido que ficam na memória graças ao seu poder transformador; no fundo, a presença que preenche todas as ausências... mas o melhor do mundo ainda não é isso!
É o sentimento de utilidade que dá sentido à existência; o acreditar que existe uma razão, que há um caminho a seguir, que sou útil aos outros (não de uma forma material, mas na medida em que os ajude a encontrar-se, a construir-se...). O melhor do mundo é ter a plena consciência de que nada do que fazemos é em vão.

« O ser mais feliz é o ser que se sente mais satisfeito.»

Stuart Mill defende que a qualidade dos motivos pelos quais se pratica determinada acção (intenção da acção) não é o que mais importa desde que, o resultado dessa acção seja a maximização\optimização da felicidade e do do prazer e, consequentemente, uma minimização do sofrimento e desprazer de uma população.



Ora, para que uma sociedade seja saudável e feliz o resultado da sUposta acção deverá ser em grande escala, ou seja, a optimização da felicidade e do prazer deverá ser para um grande número de pessoas caso contrário, poderíamos facilmente cair no erro de admitir a prática de crimes e instrumentalização constante do outro pela felicidade de alguns (o que infelizmente acontece.


A concepção de felicidade de Stuart Mill poderá ser facilmente refutada uma vez que, muitas pessoas obtêm prazer através do sofrimento e da dor e, nem todos temos as mesmas necessidades; o que é felicidade\prazer para uns, não o será para outros.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Mais uma vez, a LIBERDADE

O Homem tem sentimentos contraditórios e nem sempre age em conformidade com  o que pensa: rejeita a liberdade para ser irresponsável e, quer ser livre, dono de si e responsável pelos seus actos. Mesmo com todas estas antínteses e condicionantes à liberdade humana, o se humano tem a capacidade de as transpor e ultrapassar, superando-se a si mesmo (e é nessa capacidade que eu acredito e deposito a minha esperança).
Por mais que nos condicionem e imponham limites, há sempre a possibilidade de transformar  mundo, reaprender-se, recriar-se...
No fundo, se não existissem limites e condicionantes à liberdade, esta não seria valorizada, o Homem não procuraria a auto-superação... o facto de o ser humano ser simultaneamente um agente criador e condicionado torna estas duas realidades complementares e indissociáveis. é por elas que não somos «cadáveres adiados», sonhamos e temos objectivos de vida.

Liberdade

O Homem é um agente criador que actua transformando o mundo em que vive e definindo-se pelos seus actos. Contudo, os seus actos são condicionados pela sua fisiologia, pela sua herança genética, pelo facto de ser mortal, pela cultura e sociedade em que se insere, pela linguagem, tradições, costumes, hábitos, educação, pré-conceitos, normas sociais(...).
O Homem é escravo de si mesmo  e do seu corpo, pois alimenta-se e procura o seu bem-estar, saúde, realização pessoal e felicidade.
A meu ver, o Homem não é totalmente livre devido a todas as condicionantes já referidas ou, se for livre, então estará condenado a ser livre (não tendo aqui escapatória possível).
Não será essa condenação à liberdade uma imposição e condicionante à mesma? Terá o Homem direito a escolher não ser livre?...

E ao escolher não ser livre, é livre porque escolheu...

Liberdade condicional

A acção humana é condicionada pela programação da Natureza: nascemos, alimentamo-nos e morremos (condicionantes fisico-biológicas), pelas condicionantes histórico-culturais: linguagem, tradições, hábitos, formas de comportamentos e lendas.
Por outras palavras, o ser humano é condicionado pela sua própria existência e pelo que é.  Se o sujeito é um ser humano não poderá, certamente, ser um deus, uma ave, uma borboleta, uma estrela, um gão de areia(...). O sujeito não escolheu o seu sexo ou as suas características físicas e psíquicas. Não escolheu também, a época histórica em que vive, o espaço geográfico, a cultura, a sociedade em que se insere ou o modelo de educação que lhe é imposto.
Se o sujeito vivesse em Marte, se fosse Hindu, se não tivesse seguido o modelo de educação actual ou não tivesse tido qualquer tipo de educação, por exemplo, as suas acções seriam seguramente,diferentes bem como, a sua maneira de pensar, as suas escolhas e personalidade. O sujeito não pode dissociar-se destas condicionantes que influenciam toda a sua vida negativa e positivamente. Porém, sejam quais forem as condicionantes a que o sujeito for submetido, este não deixará de ser quem é possuindo sempre livre arbítrio, ou seja, a sua essência permanecerá intocada.

Filosofar

Existe o filosofar espontâneo e o filosofar sistemático. Podemos considerar que todo o homem é filósofo, que todo o homem é pensador pois, é dotado de razão logo, depara-se com problemas de ordem filosófica. O filosofar espontâneo que ocorre naturalmente, isto é, está na natureza humana, caracteriza-se por ser simples, pouco crítico, pontual (...). Todos o podemos praticar no entanto, quando o sujeito soluciona o seu problema, deixa de pensar sobre ele, abandonando-o.
O filosofar sistemático, por oposição ao filosofar espontâneo, procura encontrar uma resposta universal ao problema com o qual o sujeito se deparou. Este tipo de filosofar caracteriza-se por ser universal, crítico, complexo, elaborado, académico(...) e, não pode ser praticado por todos ou porque nem todos se dispõem a isso ou porque não têm meios para o fazer (capacidades, estudos...).

domingo, outubro 03, 2010

« Faz o bem, evita o mal.»

A perspectiva deontológica de kant : «Faz o bem, evita o mal» é vantajosa na medida em que defende e promove o repeito pelo dever e o agir segundo os ditames da nossa consciência e da recta razão, o que, leva o sujeito à preferência do bem e, consequentemente, à sua prática, contribuindo assim para a construção de uma sociedade melhor em que, a maioria das pessoas são moralmente boas, éticas, respeitadoras, tolerantes, conscientes, livres e autónomas.
 No entanto, «não há bela sem senão.» E, esta perspectiva cria uma tensão permanente entre querer\dever e dever-ser\ ser. Assim, é difícil agir segundo a ética kantiana pois, o Homem é capaz de atitudes altruistas mas, é também capaz de atitudes egoístas. O ser humano poderá transcender-se ou deixar que o seu egoísmo, o seu «lobo mau» interior prevaleça e gere a frustração do tão cummumente chamado «peso na consciência.»

« Nem tudo o que parece é.»

Somos prisioneiros do nosso próprio corpo e do conhecimento obtido pelos sentidos o que, muitas vezes nos induz em erro. No viver comum, a vida no mundo sensível, apenas vizualizamos as sombras diformes dos objectos enquanto que, na atitude filosófica, «vida no mundo inteligível», conseguimos conhecer a realidade tal qual ela é.
 Quando ascendemos do mundo sensível ao mundo inteligível (participação) devemos fazê-lo gradualmente pois, a realidade causa-nos dor e, ao vê-la repentinamente, tendemos a fechar-nos na ilusão. O mesmo acontece com o prisineiro que sai da Caverna: se sair de repente, doer-lhe-ão os olhos e não aceitará a realidade (de facto, não é fácil admitir que estivemos errados a vida toda). No entanto, se o prisionairo sair lentamente, terá tempo de se habituar, aos poucos, à realidade e, no fim, verá a luz do sol e todas as coisas como realmente são. Para aceder ao verdadeiro conhecimento, é necessário sair, lentamente, da ignorÂncia, ir pensando, descobrindo a verdade...
 A vida na Caverna e fora dela é uma analogia ao viver comum e à actitude filosófica, respectivamente.
 No viver comum, o «conhecimento» que obtemos é sensível, consedido pelos sentidos enganadores que nos permitem aceder ao mundo sensível, cópia imperfeita da realidade (mundo inteligível). Porém, a realidade está distorcida, sendo a verdade ilusória e relativa.
 A atitue filosófica admite o conhecimento como não definitivo, como uma construção permanente, como uma viagem rumo ao infinito.... Acedemos ao conhecimento verdadeiro através da razão, pois existe sempre algo para lá do que se vê.

Valores

Existem valores universais como o amor, a paz, a amizade, a vida, a beleza, a verdade... daí que todos os seres humanos procurem a felicidade, o amor, a amizade... ; daí que se gerem tantas guerras na procura incessante da paz, perfeição, beleza ou pelo valor do dinheiro...
 Os valores apresentam polaridade: podem ser negativos ou positivos, fazendo-nos sentir repulsão ou atracção por eles, respectivamente.
Os valores são, também, relativos, isto é, pesar de serem anteriores ao sujeito, depende do sujeito para valerem e, cada sujeito valorizará de forma diferente e única. Assim, os valores poderão ser hierarquizados por um indivíduo, comunidade, sociedade ou cultura em que, existem valores que valem mais que outros e, que ocupam um degrau superior na hierarquia de valores.
 Os valores são objectivos porque estão nas coisas e transcendem o Homem - porém, são subjectivos na medida em que, dependem do sujeito para valerem, é o sujeito que lhes dá valor.
 Concluindo, o valor é o significado que o sujeito atribui aos factos, aos acontecimentos, à realidade em si... estando dependentes da época histórica, espaço geográfico e cultura em que o sujeito se encontra. Cada cultura rege-se por valores específicos comuns à maioria dos indivíduos.
 Os valores são guias de acção que influenciam o Homem nas suas escolhas ao longo de toda a sua vida e, «têm a capacidade» de transformar toda uma vida pois, as nossas escolhas são fundamentadas pelas nossas motivações e pelos valores pelos quais nos regemos.

«A religião é o ópio do povo.»

Mais uma vez, o juízo de valor está presente nesta afirmação pois, é um facto que ser ou não ser religioso afecta e influencia a vida de todo e qualquer ser humano agora, se a religião é vista como algo de positivo ou negativo em si, já dependerá de cada ser humano e do juízo de valor que este faz, ou seja, do significado que cada um atribui à religião, que será, certamente, diferente.

Um dia qualquer

Num certo dia em que as nuvens estavam carregadas de água, e o ar frio entrava no mais íntimo do meu ser... num certo dia em que nada era belo, tinha-me esquecido do que era a felicidade...
Tudo era feio, desde o tempo, o espaço, a acção até aos sentimentos.
O meu pensamento passa apressadamente por todos os momentos da minha vida e dou-me conta de que nunca disse um sim! Um sim verdadeiro! Queria saber o que era, queria saber o porquê... Eu estava em casa mas o meu pensamento voava para bem longe, nem eu sei para que lugar!
 Lá estava eu, mais uma vez, sozinha em casa. A chuva e o vento lá fora ainda entristeciam mais o meu ser. Então cantei, mas só me ocorriam melodias mórbidas!
 Estava farta de tudo, da vida, da solidão, dos livros, do telemóvel, da música... liguei a Tv, o que não é normal em mim... E puf! Aconteceu o inesperado! Comecei a rir, um rir verdadeiro, uma gargalhada sonora que me preencheu e me aqueceu o coração!
 Era o Ricardo Araújo num programa de Tv, lá estava ele com as suas piadas... Foi a primeira vez que o «vi» e ouvi e fez-me bem. Desde esse dia que ele se tornou numa das poucas pessoas que eu admiro.


2007

Lírica

A Lírica Camoniana insere-se na época dos descobrimentos e do Renascimento.
O Renascimento foi uma revolução que rompeu com a época medieval, em que renascem os valores da Antiguidade Clássica greco-latina. Nesta época, houve uma revolução nas artes, nas mentalidades, na igeja, na forma de viver e encarar a vida e, a literatura não foi excepção.
 A Lírica Camoniana, de Luís de Camões, sofreu influências deste movimeno renascentista, bem como de grandes escritores, como por exemplo: Homero, Dante, Petrarca e Platão.
 Os poemas de Camões, de carácter auto-biográfico retratam temas imortais, que ainda hoje inquietam a alma do ser humano. Essas temáticas são: o amor, o Homem a Natureza e o desconcerto do mundo.
 Luís de Camões é uma sumidade e, tornou-se eterno porque, «pelas obras valorosas» que realizou,  foi-se da morte libertando.
Considero Luís de Camões um dos maiores génios que pelo mundo passaram e aprecio imenso as suas obras, que são extraordinárias e os seus poemas que me transmitem sempre uma mensagem que me faz pensar e repensar.
De todos os seus textos não consigo priviligiar nenhum pois, cada um deles é único e singular, uma obra de arte que nos permite sonhar, voar e viajar no tempo e criar o que ainda não existia dentro de nós.

sábado, outubro 02, 2010

«O remorso é para a alma o que a ferida é para o corpo.»

Palavras para quÊ?
«Os dentes riem, mas o coração é que sente.»

«Quem faz perguntas não pode evitar as respostas.»

Mesmo que as respostas sejam assustadoras...

Liberty

« Quando não se tem o devido conhecimento, procede-se sem consciência, pois é um verdadeiro inconsciênte o que se funda na ignorância para agir mais livremente.»
« A consciência será o nosso melhor amigo se o tratarmos como tal: satisfazendo as suas exigências e não o abandono à obscuridade da ignorância.»

«Recria-te, reaprende-te»

«O mal é pouco criativo, ao contrário do bem, que pode sempre surpreender...»





Mais uma vez, não encontrei título

Quando conheço alguém e olho a pessoa pela primeira vez, penso logo, quase automaticamente: vai morrer. E, de seguida um sentimento de profunda compaixão por essa pessoa me invade a alma... e sinto que quero conhecer essa pessoa, que quero saber se vale a pena e fazer com que valha a pena, se ela não está feliz eu quero fazê-la feliz, contribuir para que ela aproveite a vida ao máximo, talvez a meu lado... Estranho? Não sei, talvez me ligue demasiado às pessoas pela primeira impressão que tenho delas e que é sempre igual, só com o tempo é que elas se vão diferenciando umas das outras e adquirindo mais ou menos importância.

No entanto, talvez este sentimento seja apenas autocomiseração...

Motivações?

Ps: peço desculpas mas eu nunca fui muito boa na escolha de títulos e penso que nunca o serei...

Hoje interesso-me pelas motivações, ou melhor, pela qualidade do motivo. Que quero eu dizer com isto? Bem, descobri que o importante não é a acção em si (que pode ser boa ou má e ter resultados proveitosos ou nefastos), mas sim, a intenção, a qualidade do motivo por detrás da acção humana.

Tantos erro são cometidos por julgarmos os outros pelas suas acções...A pessoa agiu mal mas eu não sei o que a levou a fazê-lo, não sei se foi para me proteger ou me dizer que me ama... não sei se foi em nome de um bem maior....

é claro que este meu pensamento também terá o reverso da moeda... urge conhecer o coração, urge ser mais transparente, só assim se evitarão erros de mal interpretação. E eu sou constantemente mal interpretada... talvez seja porque ninguém me vê com o coração...