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domingo, novembro 15, 2009

Dançámos

Dançámos,
abraçados na escuridão,
no deserto, no meio da multidão...

Dançámos, de dia e à noite
e tudo me lembra dessa dança!

Dançámos na estrada,
na praia, no mar...
Dançámos no céu, numa nuvem
e nas estrelas do teu olhar

Dançámos à chuva,
e à chuva foi o
primeiro beijo
e,à chuva fomos felizes
porque dançámos.

Re-encontro

a chuva que beija o teu corpo
e a terra que te prende a alma
a natureza diz-me que não estás morto
mas o coração, esse não se acalma

as tuas pegadas desapareceram,
já não encontro os teus passos
e o mundo é uma tesoura que corta
um por um,todos os nossos laços

voamos nesse azul,
no azul do céu!

O céu, o azul,
a chuva e o sol,
a terra e o ar
que respiravas...

Ah como dói,
saber que tivemos
o mundo na mão.
Que até o arco-íris
foi nosso e, as estrelas
dançaram ao som do nosso coração...

Sou a chuva que te beija o corpo
sou a brisa que te envolve e acalma,
quem dera não estivesses morto meu amor,
que só tua é a minh'alma!

E o sonho não sonhdado
de quem um dia quis voar
o amor jamais apagado dos
que um dia se vão encontrar

quinta-feira, novembro 12, 2009

«nova mensagem»

Estava a ver o meu blog e reparei na opção «nova mensagem», fiquei bloqueada a olhar para lá, a pensar no que significa, estranho? Talvez não tanto assim. É que foi a primeira vez que reparei que cada vez que publico uma «nova mensagem», estou a tornar público algo e, não queria que fosse algo banal,queria que fosse útil, necessário, que transmitisse isso mesmo, uma mensagem mas, uma mensagem com sentido, que despertasse emoções, que fizesse reflectir, que ensinasse algo... e cheguei à conclusão que a única característica que as mensagens que publico têm, é serem minhas. As mesagens são minhas porque sou eu que as publico, porque escolho imagens, escolho textos e, na maioria das vezes, sou eu que os escrevo, então são minhas, fazem parte de mim, então são Eu, porque sem elas já não seria Eu. E, ao publicá-las, passam a ser nossas! Enfim, agora pensando melhor, estas mensagens despertam emoções, são úteis e necessárias mesmo que só para mim, ou para alguns, mas são e fico feliz por isso.
Bem, espero que quem gere blogues ou está a pensar iniciar-se neste ramo retanha algo importante: cada mensagensagem é um fragmneto do Eu, do tu, do nós, mesmo que infinitesimal, é sempre complementar mas, mais que isso, essencial!
E é por isso que não é justo para ninguém publicar uma coisa qualquer mas sim algo que seja importante e que mereça ser partinhado. Que cada novo post seja um acto de amor!

quarta-feira, novembro 11, 2009

Rasgar as palavras

Quero o silêncio
e sonho com o dia em
que vou rasgar as palavras
Há algo que nasceu dentro de mim
e não tarda saltará cá p'rá fora!

Vai inromper a qualquer momento,
arrombando assim as portas do coração,
partindo o telhado de vidro,
ferindo a carne, com tantos vidros no chão...

A casa vem a baixo
porque a menina gritou,
nunca importa aquilo que que eu acho
mas o meu momento,esse finalmente chegou!

Há pó para fazer barro
e mãos para trabalhar,
sei bem que amar sai caro
mas a vida pode sempre mudar

A casa veio a baixo
porque a menina gritou,
nunca importou aquilo que acho,
mas o meu momento, finalmente chegou!

O momento é meu,
sempre o foi, desde que nasci
porém, alguém o roubou e, não
rouba mais só porque cresci

Pensei que o objectivo
era uma casa construir
mas, se usei os materiais errados,
vou sempre a tempo de desistir...

A casa veio a baixo
o mundo silenciou
ficou o vento, fumo
e sombra quente,
onde o meu amor andou!

Sempre lá estive mas,
nunca lá vivi
a primeira vez que
entrei foi hoje,
a saber o que destrui

Vejo ruínas, fumo, fogo
e sombra
Faz frio, faz calor...
Piso os vidros e a alma sangra
um líquido que não tem cor

A casa caiu porque
um anjo chorou,
e a menina fugiu,
finalmente gritou!

Provei a vida e foi difícil
que bem mais facil seria morrer
Risquei o teu nome da parede,
foi estranho, fez-me sofrer...

Os muros ruiram
as paredes caíram
a casa toda tombou
mas as janelas abriram
e o meu amor entrou

Abriram de par em par
não porque a menina gritou
mas, para o meu amor entrar
que foi minh'alma quem o chamou!

quinta-feira, novembro 05, 2009

chamem-lhe o que entenderem, será a Vida uma corrida?

Uma corrida contra o tempo, uma corrida atrás da moda, atrás dos outros, atrás da amiga bonita, atrás do rapaz inteligente, atás de uma oportunidade de subir na vida, atrás de dinheiro, de alguém que nos ame... apenas uma corrida...
«A vida é feita de corridas» e, onde estão as corridas pelo amor, pela justiça, pela paz, pela felicidade? Não sei, parece-me que já ninguém sabe o que isso é.
Andam todos a correr de um lado para o outro atrás de objectos supérfulos, de falsas alegrias e suam, ah como suam estes estranhos seres! E tão ocupados que estão nestas corridas, que muitas vezes se transformam em guerras, que acabam por sufocar neste odor nauseabundo de transpiração e esquecem. Sim, esquecem-se de que é o Amor aquele banho refrescante de que todos precisam. Mas qual quê? Perder tempo a tomar banho enquanto há tanto porque lutar e tanto para correr?
E depois, morrem-me pelo caminho só com o cheiro a podre que vai naqueles pobres corações!
Então? Hoje não me vens chatear? Estava à tua espera e nem um sinal de ti... que se passará?
Habituei-me a ter-te aqui todos os dias, todas as noites, sempre...e, tudo o que queria era que me deixasses, agora, que não me chateias, tenho saudades tuas. Custa-me admitir mas é verdade.
Porque mesmo quando eras chato importavas-te comigo, gostavas de mim e, sem me aperceber, aos poucos fui gostando de ti. E, agora, que não me vens mais importunar, tenho o coração cheio de saudade, acredita começou hoje a chorar!
Esta ausÊncia de ti...(criar laços faz sofrer!)

amigos, eu tenho saudades vossas e onde quer que estejam, serão sempre especiais, no espaço e no tempo, no meu coração...

terça-feira, novembro 03, 2009

«doda»

Esta vontade de gritar que te amo ao mundo inteiro prende-me mais a ti, recorda-me esses olhos, esse sorriso, o teu cheiro...
Quanto mais eu fujo mais tu fazes sentido, perdi o norte, quiçá o juízo e por estranho que pareça sou feliz nesta minha loucura que me mata lentamente. A razão fala bem alto mas o coração, esse bandido, é desobediente e transparente, só faz o que eu quero secretamente.
Escrevo o teu nome na parede e mesmo assim continuas segredo, já não sei que há-de ser de mim, só sei que de te perder eu tenho muito medo!
Encontro-me assim, totalmente dependente de ti, oh estupidez!
Já não como, já não durmo, não penso, só sei amar, será bom? A razão diz que não mas, para o coração é assunto indiscutível pois, ele nada diz, simplesmente sente.
Digo para mim mesma que és mentira mas se olhar para dentro lá continua o meu segredo, o meu amor, o meu tudo...qual verdade absoluta!
E assim vou vivendo e morrendo de amor e dor, de alegria e tristeza, cantando e chorando, vendo-te em cada nuvem, em cada gota de chuva, em cada pincelada de azul neste céu, em cada vez que contemplo a lua, eu sei que mesmo não querendo tu estás comigo, não porque eu o queira mas porque o coração obriga!