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terça-feira, março 30, 2010

presente

Há coisas que não vão, podem ser erodidas, enterradas ou arrastadas pelo rio, mas nunca chegam a partir. Não de verdade.



Tal como tu, nunca chegaste a partir.



Foste erdodido pelo vento e pelas águas da chuva, gasto pelo tempo, arrastado pelo rio da vida e foste enterrado mas nunca, nunca partiste.

menina

Há uma menina curiosa, teimosa e impaciênte que gosta da chuva, odeia estar doente

Há uma menina que parte à descoberta, numa constante aventura, sem consciência dos riscos que corre

Há uma menina que vive em sintonia com a Natureza e sonha com um mundo melhor

Há uma menina que gosta de cantar e tocar guitarra, que se perde a ler e a escrever, que se recria e inventa a cada instante

Há uma menina que ri, brinca e colhe flores na rua, gosta de brincar e passa horas a contemplar a lua

Há uma menina que luta sem desistir, reza, ama e sonha

Há uma menina para quem o tudo é nada e o pouco é tanto...

Há uma menina que anda de baloiço e a quem tudo lhe faz sonhar mas, onde anda essa menina? Nunca mais encontrei o seu olhar...

sorriso

O sorriso permanece, as nuvens afastam-se, o céu azul brilha e todas as aves do céu resplandecem.



As flores desabrocham e os campos vestem-se de verde e de mil cores.


Mas, apesar de tudo falta uma peça do meu puzzel, sem a qual este não faz sentido.


Aparentemente, é Primavera, os dias são quentes e alegres mas cá dentro chove e neva e faz vento forte, principalmente à noite, quando há tempo para notar a tua ausência... vem um sismo de recordações que abala todas as victórias desse dia ou, uma rajada de vento que empurra os sonhos, perdendo-os no nada.

silêncio

É urgente fazer silêncio, daquele silêncio que dá voz à alma e sentido à existência porque a minha vida e o meu existir só fazem sentido quando a alma canta no silêncio da noite e deixa sem réplica desejos de beleza, sucesso, dinheiro, glória e poder. Sem este silêncio facilmente perdemos o norte, vamos na corrente e damos prioridade a superficialidades. Não, defenitivamente não é isto que eu quero.



Chiu! Eu não te ouço nem quero ouvir!


Esta noite, a alma canta, dança e embala. Faz-se silêncio e até as estrelas ouvem a música que vem cá dentro, a música que não enfeitiça mas que nos inunda de verdade e, é essa verdade que cada um de nós transporta e pela qual é responsável. É essa verdade que mesmo dura ou inconveniente deve ser ouvida, respeitada, sentida e anunciada. Só assim há vida de verdade sem os zuns-zuns que nos enchem a cabeça de excremento e nos confundem, transformando-nos no que, na verdade, não somos.
No início era tão fácil, ou pelo menos assim parecia. Fui tão tonta ao pensar que ficaria tudo bem e que conseguiria resolver tudo sozinha...



Hoje sinto que não consigo, não mesmo e, à medida que o tempo passa pior se torna. É um ciclo vicioso.


De facto, não tenho a força que esperava ter, nem muito menos a força que exigem que eu tenha.
Andam tão enganados, a minha escolha está feita.




Escolher em si não é difícil, difícil é arcar com as consequências das nossas escolhas e, o que me pedem é algo que não posso fazer.

a vida é...

A vida é uma criança frágil, protege-a


A vida é uma criança pequena, ajuda-a a crescer


A vida é uma criança curiosa, parte à descoberta


A vida é uma criança insegura, dá-lhe a tua mão


A vida é uma criança livre, não tentes prendê-la


A vida é uma criança irresistível, abraça-a


A vida é como uma criança, toma conta dela

quarta-feira, março 03, 2010

Defesa e protecção do meio ambiente

Seria perfeito que não fosse necessário abordar este tema mas, infelizemente, o meio ambiente encontra-se gravemente ameaçado. Existem inúmeros problemas ambientais tais como: a poluição terrestre, aérea e aquática; as chuvas àcidas, o efeito de estufa, a rarefeição do ozono e, o principal e de piores consequências, o aquecimento global. Devido ao aquecimento global há o derretimento dos calotes polares e consequente subida do nível médio das águas do mar, há também secas, cheias, subidas de temperatura elevadíssimas, tempestades, tornados, furacões e desestificação.



Como podemos verificar, os problemas ambientais são um ciclo-vicioso que parece não ter fim, ou melhor, o seu fim será o fim do mundo. Então, não será estranho que ao termos conhecimento de tudo isto nada façamos? Limitamo-nos a ficar de braços cruzados à espera que a vida acabe?


Claro que não! Existem inúmeras pessoas que lutam pela «salvação» do meio ambiente, inúmeras instituições e organizações que se intitulam defensoras do meio ambiente (ex: Greanpaece) há inclusivé, medidas aplicadas por lei para a protecção do meio ambiente contudo, não chega. Não chega nem de longe...


Deixamos chegar esta situação a um ponto tal, que tudo o que está a ser feito actualmente é uma gota de água no oceano e, para além disso também há muito boa gente que simplesmente não quer saber deste problema, e que problema! Poderíamos fazer muito mais mas, para isso perderíamos tempo e dinheiro e, mais uma vez, predomina o comodismo e egoísmo tão próprios do ser humano.


Para presevar e defender o meio ambiente não é preciso ser-se herói mas sim, um pouco menos egoísta. Gastar menos água, menos energia... há tanto que podemos fazer e gestos tão simples que o mais custa é deixarmos-nos de hábitos, de maus hábtos, e quebrar a rotina ou fazer dela a defesa do ambiente.

Crítica ao filma: «A Missão»

Este filme retrata problemas sociais bastante graves. É de realçar que estamos no pós descobrimentos, é hora de explorar as colónias ao máximo, e há abundância de riqueza física e de pobreza espiritual.



A Missão retrata o problema da escravatura de índigenas, problema esse que os jesuítas combatiam fazendo missões e evangelizando este povo. Empenharam-se tanto neste projecto que se dedicavam inteiramente a ele, oferecendo o seu tempo e as suas vidas. Porém, os Imperadores das colónias e chefes da Igreja opunham-se às missões. E porquê?


Porque é mais lucrativo ter escravos ao invés de empregados e porque a Igreja perderia poder. É absolutamente ridícula esta atitude, esta idiossincrasia do clero e da maioria do ser humano pois, traíram tudo o que professavam e actuavam de forma exactamente oposta àquilo em que se diziam crentes. Sim, em que se diziam crentes pois, estou piamente convencida que estes não acreditavam em nada para além do dinheiro e do poder.


Quem tem valores humanos e\ou quem crê em Deus, valoriza e respeita a vida (não só a sua como toda a vida humana), quem ama a Deus tem necessidade de gritar esse amor a toda a gente e, não reprimi-lo como os «grandes» faziam e, infelizmente, ainda fazem.


Gostei bastante do filme, as imagens são bastante apelativas e deixam-me abismada perante um verdadeiro paraíso terrestre (Amazónia no estado puro), combinando-se com música da melhor qualidade que transmitem emoções indizíveis.


Penso que transmite claramente a mensagem de que todos temos uma missão e de que a vida de cada um é uma missão na qual só nós podemos actuar. Urge pois, pôr de parte o egoísmo e sermos verdadeiros, verdadeiros connosco e com os outros.


Basta de fingirmos ser o que não somos!


É incrivelmente triste constactar que tanto tempo passou e que pouco ou nada mudou.

A questão da verdade

O que é a verdade? Será que a podemos conhecer? Se admitirmos que a verdade não existe caimos no erro de assumir isso como uma verdade e, se admitirmos que a verdade existe então a verdade torna-se na própria verdade. (pois é, eu também fiquei confunsa mas, se repararmos, sob este prisma, a verdade será sempre algo...)



Há um texo que diz que só existem verdades biodegradáveis ou seja, a verdade muda consoante o contexto histórico, económico, temporal, social, geográfico, cultural...o que ontem era verdade, hoje já não o é e, amanhã poderá voltar a sê-lo. Então, coloco esta questão: será que esta verdade de a verdade ser biodegradável, é também uma verdade biodegradável ou, contradiz-se a si mesma, sendo uma verdade perene?

Frei Luís DE Sousa

A personagem da peça que mais me impressionou foi sem dúvida D. Maria de Noronha, a mulher-anjo. Apesar de turbeculosa, esta personagem apresenta um esprírito forte, está sempre a ler, a estudar, a pensar e a perguntar. Quer saber sempre mais e o porquê das coisas




Nesta peça, D. Maria, é das poucas personagem sem mácula, culpa ou pecado, é uma menina sonhadora, inocente, curiosa, inteligente, astuta e audaz.


D. Maria tem vontade de mudar o mundo perante as injustiças, o que mostra sensatez e adultez e, também, no seu monólogo final, desafia as leis morais e sociais, pedindo a seus pais que mintam, acusando e questionando a Igreja e a religião «oh espectros fatais!», questionando até se seria essa a vontade de Deus, e o próprio Deus, «que Deus é esse, que me vem dizer que estes não são os meus pais?», deixando a todos sem réplica.


Perante esta personagem tão singular, aquele espírito, aquela força de carácter, razão, maturidade e pureza, também eu fiquei sem réplica.

segunda-feira, março 01, 2010

silêncio?

O teu silêncio mata-me... no fundo o meu coração  procura uma resposta tua e às vezes encontra-a, outras vezes não. A verdade é que tanto sabe bem como me mata lentamente, mas eu nunca esquecerei esse teu silêncio, o silêncio mais doce do mundo, esse silêncio que como uma música me vem embalar, esse silêncio que provoca uma lágrima, que me presenteia com um beijo... e dou comigo a sorrir em segredo!
Não sei o que esse silêncio tem, mas talvez seja por isso que tenho vontade de morrer cada vez que (em silêncio)  pegas na minha mão e sorris.