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quinta-feira, janeiro 06, 2011

Existir não me chega

O facto de existirmos não nos chega. Quando surgem novas experiências que «não se ajustam às nossas assimilações anteriores, perguntamo-nos porquê», queremos descortinar o porquê das coisas, o porquê de ser EU, o significado do mundo no fundo, o sentido da vida.





Todos nós gastamos a vida na procura de um sentido que advém da necessidade de resposta às questões: porque é que eu existo? porque é que nasci? parece de loucos e é penoso pensar que a vida, afinal, não tem sentido nenhum. No entanto, é bom que não esqueçamos que esta possibilidade existe.




No fim de contas, qual o objectivo disto tudo? Crescer, desenvolvermo-nos, emocionarmo-nos, experimentar situações desagradáveis e que nos causam sofrimento, sofrer a imperfeição, a decrepitude, a tristeza e a morte, para quê? Eu não tenho resposta. Talvez seja tudo isto um processo de aprendizagem descontínuo pois, cada situação é nova e exige um reajustamento das nossas estruturas mentais.




A vida é isto: um ciclo entre o equilíbrio e o desequilíbrio pois surgem constantemente novas situações e o ser humano não sendo omnisciente, sofrerá constantemente com o desequilíbrio provocado pela necessidade de conhecer.


Não existe uma verdadeira equilibração: o sujeito nunca compreende totalmente as coisas, o real...Não conseguimos responder satisfatoriamente Às questões existenciais que nos atormentam e, mesmo que estejamos convencidos do contrário, haverá sempre uma sombra de dúvida, um abalo de terra sobre as nossas certezas...






Não é preciso ir muito longe para percebermos que não passamos de inadaptados caso contrário, não magoaríamos pessoas da nossa mais alta estima, não provocaríamos guerras, não temeríamos a morte, não seríamos causadores de problemas ambientais, em suma, o erro não existiria ou se o que entendemos por erro não for isto, talvez até exista.




Concluindo, somos uns desequilibrados: procuramos a paz e criamos desordem. O ser humano é um inadaptado que se vai adaptando, um ignorante que vai descobrindo, mas que nunca concretizará o verbo compreender.




Vejamos, o que sabíamos da vida na época pré-historica? Não é muito diferente do que sabemos dela hoje, depois da ciência...

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