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terça-feira, setembro 28, 2010

O meu pequeno intempérie

Intempestiva saudade invade o meu peito
E tu que és causa da chuva,
E tu que me pareces sempre perfeito...
Tempestades afloram, sem nunca rebentar...
Também eu te beijo, sem nunca te tocar...
E navego nesse barco
Como estrangeira no mar
Nem pirata, nem marinheiro
Sempre um não saber navegar

Fujo dos teus olhos
Como quem da morte já fugiu...
Hoje, a situação reverte
Mas Júpiter ainda não deciciu.

Vasculho nos escombros do céu
Algo que sei nunca poder encontrar:
um sorriso a correr para mim,
braços abertos, com vontade de abraçar.

E, assim, continua a fonte a correr
Fazendo-me lembrar a própria  fuga de mim
Às vezes, suplico aos deuses que pare,
Mas é sacrilégio matar um beijo assim.

Rita Dias

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