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sábado, novembro 20, 2010

O nada é tudo

Tenho a Terra, a frescura das ervas nos meus pés descalços, mas os meus olhos teimosos fixam o céu e eu fico com vontade de possuir essa imensidão azul...
Tenho o céu e vôo sem limites, sinto a brisa suave a envolver-me o corpo e a alma, mas os meus olhos teimosos fixam o mar e eu fico, inevitavelmente, com desejo de me perder na ondulação... Já perdida, o meu corpo pede a textura que só a areia da praia me pode dar, mas os meus olhos teimosos fecham de cansaço e o sonho lembra-me que os meus lábios pedem os mal-me-queres que haviam na Terra e os aromas e frescura das ervas nos meus pés descalços...

Não. Não posso ter a Terra, nem o Céu, nem o Mar. Nada é meu, nada sou, nada me pertence e eu não pertenço a lugar algum.

Para ser feliz necessito de um pedaço de terra, de um pedaço de céu,  de um toque da areia da praia, da música do mar e de um sonho que me faça acreditar que é possível experimentar a liberdade.

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