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quarta-feira, novembro 17, 2010

“A nossa riqueza está na nossa diferença”.

Na condição de aluna de uma escola de Ensino Cooperativo, só posso discordar da redução das verbas que o governo irá aplicar às escolas privadas e semi-privadas.

O governo gasta, cerca de 2 mil euros a mais com os alunos do ensino público do que com os do ensino privado - saímos mais baratos.
Reduz custos na EDUCAÇÃO (essencial ao desenvolvimento do país), mas os custos não são reduzidos nos aspectos superficiais (que envolvem sempre os interesses pessoais dos políticos).

É incrível, fala-se da crise e do esforço comum que urge operar para a sua superação, mas o esforço não é comum, os que se esforçam, forçados a isso, são sempre os mesmos. O peixe graúdo, esse não faz mais nada do que dizer o que devemos ou não fazer. A verdade é que o Primeiro-ministro continua a pedir 2 mil euros mensais para carregar o telemóvel...

Entristece-me viver num país assim em que, quem detém o poder se move pelos seus próprios interesses e não em prol do bem geral. (A palavra política está completamente defraudada, assim como toda a palavra).

Não admira que o senhor excelentíssimo Primeiro-ministro José Sócrates vendo a sua licenciatura em Engenharia Civil tão contestada (vai-se lá saber porquê...), desvalorize a educação do país. É de facto, compreensível, vistas as coisas por este prisma.

Agora, não nos esqueçamos que apostar na educação é apostar no futuro, é apostar no desenvolvimento do país, um desenvolvimento a todos os níveis, em que só temos a ganhar.

Não tem cabimento nenhum falar-se de crise e advogar que determinadas medidas são tomadas no sentido de a superar, quando na verdade são essas mesmas medidas que nos impedem de avançar.

«A nossa riqueza está na diferença.» Sim à pluralidade e diversidade! Sim a um país com novos horizontes, com variadas capacidades de resposta aos problemas, com diferentes olhares sobre o mundo.

A diferença enriquece-nos, complementa-nos e é, sem dúvida alguma, a arma mais poderosa que pode haver para fazer frente a qualquer tipo de crise.

Posto isto, não me parece compreensível tamanha idiossincrasia.

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