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terça-feira, março 01, 2011

Stop

preciso de um motor, de uma motivação que pare, que faça «stop» a esta angústia!
preciso que me digas: não te deixo morrer;  ainda que os teus dias to impossibilitem...
dias sibilantes, molhados, nunca iguais, mas sempre os mesmos...
sempre o medo irracional de menina, agora com a agravante do pensamento, dos medos medidos...
é medo a dobrar: a soma daquele medo que penso,
com deste medo que sinto!
talvez o conhecimento não seja uma luz, mas antes a treva que cega...
uma tábua, uma ponte que une a margem tranquila e a desassossegada onde o meu ser vai sempre dar, ainda que em intervalos gélidos, subtis, de águas paradas ou remoinhos que não levam a lugar algum.
a chegada é sempre o desassossego,
é sempre o medo,
é sempre o pânico, o grito mudo...
é sempre a angústia, o desespero...
E será sempre a impotência e a inutilidade da vida perante a morte!..

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